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Homem preso por engano decide ficar em Goiânia e sonha cursar Agronomia

Jovem fica 13 dias preso por engano após erro em sobrenome no mandado de prisão Leonardo Cerqueira de Almeida, de 23 anos, preso por engano em Goiânia, decid...

Homem preso por engano decide ficar em Goiânia e sonha cursar Agronomia
Homem preso por engano decide ficar em Goiânia e sonha cursar Agronomia (Foto: Reprodução)

Jovem fica 13 dias preso por engano após erro em sobrenome no mandado de prisão Leonardo Cerqueira de Almeida, de 23 anos, preso por engano em Goiânia, decidiu ficar na capital de Goiás e contou que sonha cursar Agronomia. Atualmente, o jovem trabalha com montagem industrial e está procurando emprego. Leonardo ficou preso por engano durante 13 dias, depois de uma ordem de prisão ter sido emitida com os sobrenomes trocados. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp “Já trabalhei em fazenda, fazenda de confinamento de gado, trabalhei em usinas de cana-de-açúcar e trabalhei em montagem”, contou ao g1. O jovem disse que está se recuperando de todo o transtorno que passou ao ser preso e afirmou que, nos primeiros dias, foi muito ruim. Depois de ser solto, ele está morando com o colega de cela que o ajudou a sair da penitenciária. Foi o colega que contou para a advogada Déborah Carolina Silva que Leonardo estava preso por engano. A advogada verificou a troca dos sobrenomes e comunicou à Justiça de Minas Gerais, responsável pela emissão do mandado de prisão. Preso por engano Leonardo foi preso por engano por policiais militares na rodoviária de Goiânia, enquanto voltava de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, para casa dele no interior de São Paulo. Por conta do erro no mandado de prisão da Justiça de Minas Gerais, Leonardo ficou 13 dias na penitenciária de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana. Ao ser preso, o jovem alegou inocência e avisou os policiais que se tratava de um engano. Segundo a advogada Déborah, ele relatou que não lhe permitiram ligar para a família, um direito previsto na Constituição Federal. Ele passou por audiência de custódia, acompanhado por um defensor público, que não percebeu o erro. Leonardo Cerqueira de Almeida, de 23 anos, foi preso por engano, em Goiânia, ao ter os sobrenomes trocados Reprodução/ TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Homem denuncia que foi preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada Jovem preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada chorou ao saber que seria solto: 'ninguém deveria passar o que eu passei lá' Homem preso por engano recebe ajuda após colega de cela contar o caso para a advogada Em nota, a Defensoria Pública de Goiás afirmou que no mandado constava o nome dele, além dos seus dados pessoais, todos confirmados por ele durante a audiência. Disse também que, como o processo tinha origem em Minas Gerais, somente no juízo de lá poderiam ser questionadas ou identificadas eventuais inconsistências (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Durante a audiência de custódia, Leonardo informou que nunca esteve em Minas Gerais, onde o crime foi praticado. Na penintenciária, ele reafirmou sua inocência, o que foi alvo de piadas entre os demais presos. "Os presos zombaram, falando que lá todo mundo era inocente, como se eu estivesse mentindo", disse em entrevista à TV Anhanguera. Apenas o colega de cela acreditou na versão de Leonardo e contou o caso para a advogada. Mãe de preso por engano pensou que fosse golpe A advogada Déborah contou que o colega de cela entrou em contato por telefone com a mãe de Leonardo, mas a mãe não acreditou na história. "A mãe estava achando que era um golpe", contou. Para que a mãe de Leonardo acreditasse, a própria advogada ligou para relatar a situação. A advogada enviou, para a mãe dele, a foto que constava no processo judicial e ela confirmou que se tratava do filho. A advogada comunicou à Justiça de Minas Gerais, que reconheceu o erro e ordenou que Leonardo fosse solto. A advogada afirmou que se trata de um erro “inadimissível”. "Era uma prisão em flagrante por conta de drogas, o juiz converteu em preventiva e mandou expedir o mandado. Só que, na hora deles expedir o mandado, já emitiram no nome do meu cliente e não do outro. Quem expediu o mandado lá no cartório foi que expediu errado”, contou. Leia a íntegra da nota da Defensoria Pública "A Defensoria Pública do Estado de Goiás informa que representou Leonardo Cerqueira de Almeida em audiência de custódia relativa a um mandado de prisão expedido pelo TJMG. No mandado constavam o nome do assistido, bem como seus dados pessoais (nome da mãe e documentação), o que foi confirmado por ele naquele ato. Uma vez que o processo tinha origem em Minas Gerais, somente no juízo daquele local poderia ser questionado ou identificadas eventuais inconsistências. Isso porque, nestes casos de cumprimento de mandado de prisão, a audiência de custódia possibilita somente verificar se a ordem foi cumprida de forma regular". Leia a íntegra da nota da Polícia Penal de Goiás "A Polícia Penal de Goiás informa: - A Polícia Penal faz a inclusão das pessoas presas nos sistemas prisionais após a devida identificação civil e/ou criminal feita pela autoridade policial, bem como a realização de audiência de custódia. - A Polícia Penal reforça que os mandados de prisão só são cumpridos quando suas informações estão de acordo com as informações constantes no documento de identificação civil e/ou criminal. - Eventuais erros devem ser corrigidos, e a Polícia Penal atualiza seus procedimentos costumeiramente, de modo a evitar falhas no que cabem como responsabilidade da instituição". Leia a íntegra da nota da Polícia Militar de Goiás "A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que o cumprimento de mandados de prisão é realizado em estrita observância à legislação vigente e aos protocolos operacionais da corporação. No caso citado, a atuação policial baseou-se nas informações constantes no mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, órgão responsável pelo cadastramento dos dados no sistema. Durante a abordagem e a condução, a prioridade da equipe é a segurança da ocorrência. A formalização da prisão e a garantia de comunicação do conduzido com familiares e advogado são asseguradas no momento da apresentação à autoridade policial na delegacia, conforme previsto na legislação. A Polícia Militar de Goiás reafirma que atua dentro dos limites legais e mantém compromisso permanente com a legalidade, a transparência e o respeito aos direitos fundamentais". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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